UMA PROMESSA

A devoção ibiunense a São Sebastião é antiga. Entretanto, acentuou-se entre 1917 e 1918, quando uma terrível peste com características de gripe, apelidada de “gripe espanhola” assolou todo o planeta, ocasião em que nossa querida cidade, se manteve ilesa, devido a uma promessa feita pedindo à intercessão do Santo Protetor. Essa promessa consistia em trazer nos braços do povo a imagem de São Sebastião de sua capela, no distante bairro do Pocinho, até a Matriz de Nossa Senhora das Dores, no centro da cidade. Depois de venerada durante três dias, a imagem do santo seria então levada de volta nos braços do povo. Cumprindo a promessa feita por seus pais, avós, bisavós e tataravós, a comunidade religiosa vem realizando ano após ano esta peregrinação.

 

UMA HISTÓRIA

No início, a romaria era um simples ato de fé, de árduo sacrifício, não havia estradas, o acesso era difícil e não havia festeiros.
O povo ia a cavalo ou a pé, ou em qualquer meio de transporte de que dispunham, para buscar a imagem e leva-la de volta como acontece até hoje. Com o decorrer dos anos, se foram introduzindo mudanças para abrilhantar a festa, tornando-a a maior festa religiosa do nosso município e uma das maiores de nossa região.

 

UMA TRADIÇÃO

Quanto a formação e realização das primeiras romarias, só os cavaleiros iam até a capela de São Sebastião no bairro Pocinho buscar a imagem do Santo. Enrolada em um manto vermelho a imagem passava  de mão em mão entre os cavaleiros que se dispunham a ir ao sertão para trazer a imagem do santo até a Matriz Nossa Senhora das Dores. Não tardou surgirem os primeiros romeiros que se propunham a fazer o percurso a pé por promessas oferecidas.   Às senhoras e moças cabia a organização da quermesse, da novena que antecede as  festividades e as prendas para os leilões. A partir dos anos 60 que Antonio José Soares (seu Tonico) deu mais colorido aos festejos com a formação da Cavalaria de Honra de São Sebastião, formada por cavaleiros e amazonas ornamentados. O enfeite do andor no qual a imagem de São Sebastião é colocada antes de entrar na cidade ficava sob a responsabilidade das mulheres. Durante mais de duas décadas coube a Dona Antonia de Almeida Lima organizar a equipe que enfeitava o andor. Depois a incumbência de enfeitar o andor ficou a cargo de Graziela Felizola Soares, que se ocupou dessa responsabilidade por mais de 20 anos, até o seu falecimento. Desde então, seus filhos Antonio Carlos Vieira Ruivo e Luiz Francisco Vieira Ruivo herdaram esta tarefa e vem exercendo, com muito bom gosto e criatividade, a quase três décadas este ofício que se tornou mais uma atração dos festejos de São Sebastião.

PROCISSÃO DOS LAVRADOES

Há 30 anos acontece a procissão dos lavradores, idealizada, pelo saudoso Pe. Elizeu Antonio de Camargo e pelo Sr. Anibal Albertin, lavrador do município, num gesto de agradecimento a Deus e a intercessão de São Sebastião afim de que não lhe faltem a terra sadia e a esperança de melhores colheitas.  A missa dos lavradores acontece no coreto da av. São Sebastião, onde ao seu final, os lavradores descem em procissão com seus tratores até a Matriz Nossa Senhora das Dores. Nossos irmãos do campo, com muita esperança na terra, trazem para a cidade, verduras e legumes e suas ferramentas de trabalho enfeitadas, para partilharem os frutos de seu trabalho. Todos, com muito respeito, recebem a benção dos padres e depois, os produtos doados são vendidos num grande feirão.

 

 

 

MÚSICA – SÃO SEBASTIÃO

Mês de maio
Todo ano, todo ano tem
Todo ano, todo ano, todo ano tem,
Festa de São Sebastião
Festa de São Sebastião

Na sexta-feira,
Já inicia a caminhada
A caminho do Sertão
Pra trazer São Sebastião.

Depois três dias
De festa e procissão
Pra saudar São Sebastião.
Pra saudar São Sebastião.

O mais bonito é se ver a procissão
Toda ela engalanada
Toda bem ornamentada
Pra saudar São Sebastião.

Tônico Soares
Seguindo a tradição
Conduzindo os cavaleiros
De São Sebastião
Seguindo a tradição
Pra saudar São Sebastião.

Na terça-feira
Reinicia a caminhada
A caminho do sertão
Pra levar São Sebastião.